Seguidores

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Quadrantes da Ética - Uma abordagem única



Quadrantes da Ética. Uma abordagem inovadora sobre a ética empresarial


As empresas estabelecem código de éticas que são na realidade apenas uma declaração contendo uma lista do que se pode e não se pode fazer nas empresas. Muitos funcionários deixam de fazer coisas que confrontam o código de ética apenas para não serem pegos transgredindo aos padrões estabelecidos. Na realidade quanto menos necessários os códigos de ética tão mais éticos serão empresas e funcionários.

Pior ainda, se o exemplo que vem da cúpula da empresa não remeta a padrões reconhecidamente éticos. No entanto, em muitas empresas não é o que ocorre, o que provoca um efeito em cadeia, onde muitos sabem que os poucos que dirigem a empresa são os primeiros a transgredir. Pesquisa realizada para avaliação dos principais atributos dos presidentes de empresas indicou a integridade como requisito primordial, se destacando de todos os demais.



Grande parte de todos os problemas que presenciamos no mundo são originados por questões éticas. A ética é fortemente influenciada pela moral e pelo caráter, e esses atributos são muito pouco passivos de desenvolvimento nas pessoas mediante treinamento, conversão, estudo ou por outros fatores. Ou seja, saímos de nossas casas e famílias para o mundo, com o caráter e com os valores morais quase que totalmente formados, e isso definirá a ética que praticaremos em nossa vida.

A falta de ética consiste em querer levar vantagem de alguma forma, mesmo que isso prejudique aos outros. Vemos problemas éticos em muitos os lugares. Alguns exemplos são no trânsito, no trabalho, nas escolas e até mesmo em nossas casas.

A ética praticada nas empresas também chamada de ética empresarial é o resultado da interação dos líderes e dos liderados nas suas relações internas (empresa) e externas (mercados, clientes, fornecedores). Os líderes e representantes da empresa influenciam fortemente na ética empresarial e temos ai um primeiro grupo o qual designarei simplesmente como EMPRESAS. Empresas sem ética, ou que praticam uma ética apenas de fachada fazem qualquer coisa para atingirem seus objetivos, sendo o lucro a qualquer custo o principal deles. Um segundo grupo é formado pelos funcionários e eles quanto menos ética tiverem, mais precisarão de códigos de conduta, auditorias frequentes e monitoração permanente.

Empresas e funcionários determinarão a ética empresarial e as formas da empresa se relacionar com mercado, incluindo clientes, fornecedores e outros colaboradores em geral. Desta forma poderemos ter quatro diferentes situações, conforme segue:

- Funcionários menos éticos e empresas menos éticas.

Temos nesse grupo a receita para as piores práticas serem efetuadas. Nesse caso cada grupo se identifica fortemente com o outro, e aí está instalado o ambiente ideal para que organizações corruptas se estabeleçam.


- Funcionários mais éticos e empresas menos éticas.

Temos nesse grupo elementos para que o ambiente da empresa seja repleto de injustiças e frustrações. Entretanto, a presença de funcionários éticos minimiza um pouco os problemas éticos que ocorrem.

- Funcionários menos éticos e empresas mais éticas

Nesse tipo de organização a direção e a liderança da empresa é que colhe as maiores frustrações. Empresas desse tipo muitas vezes protelam medidas que deveriam tomar e não tomam, sofrendo consequências como perda de eficiência, fraudes, desvios, negociatas, etc. Em muitos casos, as empresas montam complexos sistemas de auditoria, implementam grandes manuais de conduta, fazem muitos seminários e atuam fortemente sobre os efeitos, mas não atuam sobre as causas que residem nos próprios funcionários.

- Funcionário mais éticos e empresas mais éticas

Esse seria o mundo ideal e é objetivo a ser perseguido nas melhores empresas. Todavia, infelizmente poucas são as empresas que já alcançaram essa configuração. Você conhece alguma?

Logicamente em cada um desses quatro grupos existem diferentes graus. Pensando nisso, resolvi colocar no eixo X, a ética das empresas e no eixo Y, a ética do funcionários, obtendo assim os quatro quadrantes da ética, uma nova abordagem inovadora para a ética praticada nas empresas.

arilopes@folha.com
http://apremiumconsultoria.com.br
permitida a reprodução desde que mencionada a fonte




Nenhum comentário:

Postar um comentário